Gestão Agrícola

7 etapas da gestão de custos na produção agrícola

A gestão de custos na produção agrícola pode proporcionar ao empresário maior geração de informações de sua propriedade, apoiando no planejamento, formulação de novas estratégias e nas tomadas de decisões para o empreendimento.

Para a implantação e controle de um sistema de custeio eficiente e eficaz, o produtor deve seguir sete etapas, são elas:   

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7 etapas para implantação e controle de um sistema de custeio eficiente

1 – Caracterização da empresa 

O gestor deve identificar o tamanho, o tipo de atividade, a natureza jurídica, a diversificação e a especialização do empreendimento.   

2 – Análise do layout da empresa 

Análise da disposição física dos equipamentos dentro das áreas existentes no empreendimento agro, ou seja, é a maneira de ver como os homens, máquinas e aparelhos estão dispostos.

A instalação contribui para o ordenamento do processo produtivo, desde que adequado aos tipos de produtos e produção que a propriedade adota.
O planejamento do layout é um procedimento que identifica, entre vários ambientes, aquele que mais se ajusta às necessidades estabelecidas pela empresa.

Essa mudança no layout deverá ser feita com base em um objetivo que irá nortear a idealização do novo layout, por exemplo, minimização do tempo de movimentação interna, racionalização do fluxo, aumento da eficiência da mão de obra e/ou na melhoria da comunicação entre as áreas envolvidas na produção.   

3 – Identificação de produtos e materiais utilizados 

É necessário fazer um levantamento de todos os itens necessários para a produção agrícola, incluindo insumos e materiais de escritório.

Depois de abordados, é preciso verificar a quantidade, o preço unitário e o total de cada um. Esse reconhecimento é fundamental, pois esses itens representam um dos fatores básicos para a formação dos custos dos produtos, já que constituem em uma parcela significativa nos custos finais de produção.

Por meio da identificação desses artigos é possível verificar as quantias físicas usadas na produção e as que estão em estoque, organizando a entrada e a saída.   

4 – Análise do sistema de custeamento 

Consiste na identificação, exame e alocação de custos a determinada atividade da produção agrícola, visando o reconhecimento e destinação dos custos totais e críticos de produção, controlando os valores totais de produção e atribuindo os recursos a cada modalidade.

Na sequência, as ações são atribuídas a objetos de custo com base em seu uso. O gasto aprimorado em atividades reconhece os relacionamentos de causa dos responsáveis pelos preços.   

5 – Identificar e levantar os componentes do custo de produção 

Nessa etapa é necessário verificar e contabilizar todos os itens que serão incluídos nos componentes de custos.

Para isso, é importante verificar todas as atividades desenvolvidas necessárias para a produção de determinado produto e todos os materiais, serviços e equipamentos necessários para o mesmo.

O gestor rural pode utilizar diversas ferramentas para facilitar a coleta de dados,  entre elas estão as fichas de apontamentos ou softwares de gestão agrícola que ajudarão a identificar quais são e onde estão sendo alocados os recursos da atividade agrícola.   

6 – Estabelecimento de custos fixos e variáveis

 Após a identificação e levantamento dos valores para a sistematização e gerenciamento dos gastos de produção agrícola é necessário identificar as tarifas fixas e variáveis, já que o custo total é composto pela soma dos fixos totais e variáveis totais.  

Para o início das coletas de dados referentes as despesas, sugere-se os custos fixos ou o mínimo para manter a propriedade.

Os custos fixos são aqueles em que as quantidades não mudam quando variam o número de produtos. Essa informação inicial proporcionará ao produtor a noção de quanto custa manter a propriedade, mesmo que ela não produza nada.

Os custos variáveis são cujas quantidades utilizadas mudam quando o volume de produção se modifica. Eles são a parcela dos custos totais que dependem da produção e por isso mudam com a variação do volume de produção.

As despesas realizadas podem ser representadas pelos fatores variáveis de produção, relacionadas as operações de plantio, tratos culturais e colheita.

Os custos de plantio e tratos culturais estão relacionados com operações de máquinas e implementos, mão de obra, insumos, despesas com irrigação e administrativas, entre outros.

Já os custos de colheita estão relacionados com seguro agrícola, transporte externo, armazenagem, despesas administrativas, e entre outros.

7 – Gestão e controle do custo de produção agrícola

Consiste em verificar se as atividades estão de acordo com o planejamento e com a gestão estratégica da fazenda.

Para isso, o gestor rural deve acompanhar todas as ações que estão sendo executadas e pode ter conhecimento delas por meio de relatórios e reuniões com a equipe.

As principais finalidades da gestão estão relacionadas à identificação de problemas, falhas e erros, fazendo com que o resultado esteja mais próximo do esperado e proporcione informações constantes sobre o andamento do empreendimento.  

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A análise de custos promove um bom campo para reflexões, visto que tem como objetivo final a redução do custo de produção, pois os gastos são de grande importância no resultado do empreendimento agro e, principalmente, na sobrevivência do negócio.

E você? Já realiza todas estas etapas na sua gestão?

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